Laura, Mariá e suas amigas - A inteligência artificial chegou.

Meet Laura
“Meet Laura”, é a chamada para o artigo “Microsoft Mapping Course to a Jetsons-Style Future” à respeito da nova talking head da Microsoft.
Assim como Mariá, Laura é um agente conversacional que ganhou vida através de animação facial e inteligência artificial. Foi concebida para substituir assistentes pessoais humanos, para aqueles que não podem pagar por um.
A assistente virtual Laura é representada através de sua cabeça falante em um monitor. Laura é capaz de agendar compromissos no calendário do Outlook e até mesmo efetuar uma reserva de passagem de avião.
Tudo começou com o Office 97 quando a Microsoft criou o Clippy, aquele irritante clipe de papel falante pensado para nos auxiliar com tarefas básicas na operação da suíte de escritório recém lançada. O intrusivo assistente virtual insistia em surgir na tela oferecendo ajuda desnecessária nos momentos mais inoportunos.

Clippy, o assistente do inferno
Ao contrário de Clippy, o mecanismo por trás de Laura é bem mais sofisticado. Muito parecido com EVA (Emotic Voice Activation) - agente comunicativo desenvolvido pela Microsoft para nos auxiliar com tarefas dentro de nosso carro - Laura também usa recursos avançados de I.A.. Ela pode julgar a situação em que você está envolvido para determinar se estamos em uma conversa e talvez manter as portas do elevador abertas até que o bate-papo termine. Laura vê suas roupas, observa o modo com que você interage com ela e estabelece um padrão que indique seu estado de humor presente. Esse tipo de informação influencia diretamente as decisões tomadas pela assistente virtual, que pode postegar um compromisso importante para quando você estiver menos impaciente.

Laura em ação
EVA também é poderosa. Enquanto você dirige, ela lê seus emails e verifica as notícias relevantes. Também ajusta a estação do rádio conforme suas preferências musicais, identificadas em uma padrão previamente traçado a cada vez que você ouve determinado gênero musical. Não é difícil imaginar que Eva aprenda seus habitos ao dirigir, suas ruas prediletas, as que mais costumam engarrafar ou qualquer outra informação que a permita sugerir com precisão a rota que mais lhe agrade.
Eva em ação
Os projetos são ambiciosos. A Microsoft sonha em colocar Laura na mesa de todas as pessoas que um dia sonharam em possuir sua própria assistente. Ela também representa uma tendência crescente em grandes empresas de computação pessoal. Aparentemente, o futuro da computação se afastará cada vez mais do modelo vigente baseado no uso de desktops para consultar mapas, listar tela-entregas, se comunicar com amigos, enviar emails, etc.

Como será nossa interação com o novo mundo automatizado?
Eva no carro, Laura na sua mesa de trabalho, Sarah e Maria dentro de casa são todos sistemas baseados em inteligência artificial que começam a sair do papel. São sistemas tangíveis, não são utopias da ficção científica à exemplo de V.I.K.I. (Virtual Interactive Kinetic Intelligente) que assassinou seu inventor e tentou escravizar a raça humana para nos proteger de nós mesmos. VIKI não é o único agente construído através de I.A. a tentar nos matar nas telas do cinema. Recentemente, Ariia (Autonomous Reconnaissance Intelligence Integration Analyst) e Skynet também falharam na missão.
Ao contrário dos sistemas computacionais inteligentes megalomaníacos, são as funções que delegamos aos nossos assistentes virtuais que determinam o limite com que interferem em nossas vidas. A inteligência artificial que queria nos matar no cinema, saiu do papel e virou realidade em um mundo onde contamos cada vez mais com tecnologia para nos auxiliar em nossas tarefas cotidianas.
Sistemas como Eva e Laura são as apostas da Microsoft para o futuro da computação e da imersão da tecnologia em nosso estilo de vida. No vídeo a seguir, apresentado no TechFest desse ano, é possível espiar um pouco desse futuro vislumbrado pela empresa de Redmond.
Ao menos na visão da Microsoft, o futuro envolto em tecnologia não parece tão obscuro assim
Sistemas inteligentes são uma realidade e estão entre nós. Na medida em que a capacidade de processamento das plataformas computacionais existentes cresce e seu tamanho diminui, sistemas como Mariá cumprirão, cada vez mais, um importante papel em nossas vidas.
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LOL ! Clippy, o assistente do inferno
Ele sempre insistia em aparecer exatamente em cima do botão que queríamos apertar.